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300 anos do encontro da imagem de Aparecida

Publicado em 17/10/2017       Nenhum comentário

Quando o pescador João Alves retirou das águas do Rio Paraíba do Sul a imagem quebrada de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, certamente não fazia ideia que aquele acontecimento transformaria a história do Brasil. Nesta quinta-feira, dia 12, católicos de todo o Brasil celebram os 300 anos do encontro da imagem que recebeu o nome de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Histórias de fé, amor e devoção à santa de face negra, surgida quando o Brasil ainda estava dividido pela escravatura, e que tornou-se a Rainha e Padroeira do Brasil.

Anualmente, 12 milhões de peregrinos visitam o Santuário Nacional de Aparecida, o segundo maior templo católico do mundo, atrás apenas da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Muitos amparenses estão nesta conta. São inúmeras romarias feitas com ônibus, à cavalo ou até mesmo à pé através do chamado Caminho da Fé, a versão brasileira do famoso caminho de Santiago de Compostela, na Espanha.

A amparense Maria José Jeremias Guarizzo já se aventurou duas vezes indo à pé ao Santuário. Por razão de estar curada de uma enfermidade, quis agradecer Nossa Senhora e foi para um caminho que levou oito dias para percorrer, iniciando em Inconfidentes/MG até  a chegada em Aparecida/SP.

“A primeira vez que fiz o caminho foi para pagar uma promessa e estava bastante debilitada, havia a pouco terminado a última quimioterapia. Na segunda vez, sozinha, quando voltei a colocar as roupas de peregrina, senti uma sensação de paz invadindo a alma e a chegada à Basílica nos faz recarregar a bateria, o corpo rejuvenesce. A gente fica absolutamente consciente da preciosidade de cada novo dia em nossa vida. O caminho nos traz também muitos amigos novos que jamais deixamos para trás. Estamos sempre em contato e nos tornamos como irmãos em um caminho em que a fé está em todo o lugar”, conta.

Para o pároco da Paróquia São Sebastião de Amparo/SP, Pe. Carlos Panassolo, a devoção à Nossa Senhora Aparecida é uma das identidades mais plenas de quem é brasileiro, que reconhece nesta grande mulher a imagem de tantos homens e mulheres do país, que lutam, batalham e acreditam, que mesmo nos momentos difíceis não tiram o olhar de Deus. “Falar de Aparecida é falar do coração de Deus. Nossa Senhora representa este lugar da ternura onde nos vemos, nos reconhecemos e nos identificamos. É um sinal fecundo que recorda a graça e força de uma mãe, de quem é missionário de Cristo. Ir até o Santuário é pedir colo de mãe, ter a certeza de que ela está lá a nos proteger, nos amparar e nos conduzir ao seu amado Filho, nos dizendo para ter coragem e não desistir porque Jesus está conosco”, testemunha o pároco.

Intercessão de Nossa Senhora

Histórias de fé são contadas aos milhares, como a de Dona Cleusa Perli, moradora do bairro do Ribeirão, em Amparo/SP, para qual durante durante quase 27 anos até as atividades mais simples como se levantar da cama ou fazer os serviços domésticos, eram todas uma superação, sendo que em seis meses não conseguia nem ao menos andar. Dona Cleusa sentia dores insuportáveis. O motivo: uma osteoartrose de coluna lombar, que evoluiu para uma bursite trocanteriana e artrose no joelho esquerdo.

Uma operação foi proposta, porém com apenas chance de 5% de sucesso. Não davam nenhuma esperança. Com os documentos para a intervenção cirúrgica todos prontos, acabou que o Hospital da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiu que não teria como o procedimento ser feito. Não adiantaria. As dores continuavam e eram insuportáveis.

Devota de Nossa Senhora Aparecida, durante muitos anos ouviu pelo rádio o programa do Padre Vítor Coelho de Almeida, missionário redentorista do Santuário Nacional. Quando ia à Aparecida/SP, sempre buscava encontrá-lo. No dia 12 de outubro de 2014, Dia de Nossa Senhora Aparecida, Dona Cleusa pediu para a Mãe Aparecida e colocou Padre Vítor como um intercessor para alcançar uma graça.

Quatro dias depois, em 16 de outubro de 2014, às 5h, horário habitual de acordar, não conseguiu se levantar. Sentia dores na perna e no joelho. Nem os pés conseguia colocar no chão e chorava de dor, sentindo choques como se agulhas estivessem sido espetadas no corpo. Pensou com muita fé e pediu: “Interceda por mim junto à Nossa Senhora Aparecida, para que Deus me dê a graça de superar este sofrimento”. Sentiu uma vontade de levantar na mesma hora. Levantou da cama naquele mesmo instante. A cura repentina e repleta de fé Dona Cleusa atribuí à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, que em sua casa está presente em todos os lugares, de imagem e fotos na sala ao ímã da geladeira.

O encontro da imagem

Era o ano de 1717 e o Brasil ainda uma colônia de Portugal. A vila de Santo Antônio de Guaratinguetá era uma região na rota de transporte do ouro de Minas Gerais. Qualquer passagem de autoridade naquela terra pobre e esquecida tornava-se um grande acontecimento. A ordem era clara: “Apresentar todo o peixe que pudesse haver para o governador”. Dom Pedro de Almeida Portugal passaria por lá e o banquete devia ser memorável. Muitos foram os pescadores que saíram pescar, entre eles Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso. Foram ao Rio Paraíba do Sul, que na língua tupi significa “rio imprestável”, nome dado pelos índios.

Os pescadores percorreram bastante distância até o porto de Itaguaçu sem tirar um único peixe do rio. Nas proximidades daquele porto, a cinco ou seis quilômetros do ponto de partida, João Alves jogou sua rede de pesca. Puxou para o barco depois de um tempo e peixe mesmo, nenhum. Apenas um corpo escuro de uma escultura sem cabeça. Continuou tentando pescar e, mais adiante, tirou da água a cabeça daquela mesma escultura. Não dá para saber se ele viu algo de milagroso nisso. O fato é que ele enrolou a imagem quebrada num pano e a colocou no barco. Reconheceram que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora. Jogaram as redes novamente e após pouco tempo já mal conseguiam puxar a rede pela quantidade de peixe. A pescaria foi tão farta que voltaram para casa admirados com o sucesso e contaram aos moradores do vila o que havia acontecido.

João Alves entregou à Felipe a imagem encontrada, consertaram-a com cera e a levaram para casa. A partir de então, muitos queriam ver a imagem aparecida. O pequeno oratório particular com o tempo foi ficando pequeno e foi construída uma capela, depois uma igreja maior até chegarmos hoje no Santuário Nacional de Aparecida, maior santuário dedicado à Nossa Senhora no mundo.

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