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Jovens participam de Semana Missionária

Publicado em 02/08/2017       Nenhum comentário

Cinco jovens de nossa diocese de Amparo participaram da Semana Missionária da Rota 300, parte das comemorações do aniversário de 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida. A Semana Missionária aconteceu de 22 a 29 de julho em todas as dioceses que são banhadas pelo Rio Paraíba do Sul. Além da diocese de Amparo, estavam no grupo jovens vindos das dioceses de Dourados (MS), Caxias (MA), Imperatriz (MA) e Araçatuba (SP).

Os jovens diocesanos foram acolhidos na Diocese de Mogi das Cruzes e fizeram atividades nas cidades de Poá, Itaquaquecetuba, Guararema além de uma visita à Mogi das Cruzes para conhecer igrejas e a catedral diocesana Sant’Ana.

Entre as diversas atividades, os jovens fizeram missão porta a porta em diversos bairros e paróquias, nas praças, visitaram irmãos enfermos, uma Unidade de Pronto Atendimento, conheceram projetos sociais, escolas e casas de repouso de irmãos idosos, além de plantio de árvores, conversa com o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, Dom Pedro Luiz Stringhini, momentos de oração e partilha.

A programação contou ainda com um grande evento no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida no sábado, dia 29, quando o grupo de jovens se juntou aos mais de dois mil missionários para celebrar os 300 anos de Aparecida. Neste dia, dezenas de outros diocesanos estiveram presentes acompanhados pelo Pe. Carlos Panassolo, assessor diocesano do Setor Juventude.

O encontro na casa da Mãe Aparecida começou no Porto Itaguaçu, local do encontro da imagem, com show e começo da romaria dos jovens com uma imagem de Nossa Senhora trazia pelo exército brasileiro em um barco e uma réplica da cruz da Jornada Mundial da Juventude. Ao chegarem ao Santuário, os jovens puderam acompanhar diversas atividades como shows e testemunhos, reza do terço e missa de envio, que contou com a leitura de uma carta escrita pelo Papa Francisco aos jovens missionários.

Confira o testemunho dos jovens da diocese.

TESTEMUNHOS

Entre os dias 22 e 29 de julho de 2017 tive a oportunidade de participar da Semana Missionária realizada pela CNBB em comemoração aos 300 anos da aparição da Imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul. Foi uma semana cheia de emoções, aprendizado, trocas de experiências mais principalmente uma semana para aumentar minha esperança e especialmente minha fé.

Antes dessa semana não tinha realizado uma experiência de missão, não sabia muito bem como era, mas quando soube do projeto senti imensa vontade de participar. Procurei saber um pouco sobre como era, mas como descobri durante as missões, cada uma é de um jeito e especial por si. Fui preparada para evangelizar, para ler a palavra de Deus e explicar para as pessoas, preparada para sair de porta em porta para eu falar com as pessoas, peguei minha bíblia, meu terço, minha cruz, preparei algumas coisas para falar, e pedia para o Espirito Santo me iluminar e colocar as palavras certas em minha boca para que pudesse ser canal de sua graça para modificar a vida das pessoas com quem pudesse falar. Foi a semana que menos falei em minha vida. 

Descobri uma realidade que eu sabia que existia, mas que eu não tinha contato, já no primeiro dia encontrar pessoas que tem tantas dificuldades seja com moradia, seja por doenças, por falta de emprego, mas que agradeciam a Deus por mais um dia de vida e por terem pessoas que pararam por alguns minutos para escuta-las, para mim extremamente intenso.

Minha realidade do interior fazia acreditar que todas as paróquias eram bonitas e estavam prontas, com a edificação erguida, e só comunidades é que precisavam de algum “acabamento”, pude perceber que muitas pessoas precisam se sacrificar para participarem de uma missa pois ainda não possuem uma edificação pronta, precisam se deslocar até o local onde será celebrada a eucaristia, que é longe de suas casas e pude perceber o amor que possuem pela Igreja Católica. Descobri a verdadeira Igreja de Cristo, as pessoas.

Tive a oportunidade de perceber que as pessoas vivem em seus mundos, não se preocupando com o próximo, e que um gesto de gentileza ou de amor às assustam, ou as fazem pensar que se comemora o dia de alguma coisa, estamos cada vez mais desacostumados com o amor e a caridade.

Pude perceber que meu pré-conceito me deixou com medo absurdos e que foram quebrados com um sorriso, um bom dia e que viraram uma conversa boa e uma oração melhor ainda.

Aprendi que ser missionário é ser uma semente de esperança da vida de pessoas por onde passamos. Não fizemos nada de extraordinário, não merecemos prêmios, e nem elogios, mas a cada paróquia pela qual passamos, a cada casa que entramos, a cada pessoa que falamos bom dia, nos tratavam como se fossemos especiais e que trazíamos o bem para eles.  Mas mal sabiam que os especiais foram eles, que me transformaram em outra pessoa, na qual agora olhará com outros olhos para quem encontrar, não pensará duas vezes para falar um bom dia para um desconhecido, que sempre andará com um sorriso no rosto para transmitir a alegria de viver minha fé em Cristo, mas principalmente, não terei mais receio de dizer sou jovem, sou feliz, sou católica!

Laís Ehmke Gnani, 28 anos, Coordenadora do Treinamento de Liderança Cristã de Itapira, Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Prados (Itapira/SP).

 

Tive a honra de participar da semana missionária. Confesso que não fui com esperança de que seria algo bom, divertido ou até emocionante. Mas posso dizer que essa semana quebrou todos os meus conceitos. Posso afirmar com total certeza que foi a melhor semana da minha vida. A semana em que Jesus me convidou a sair da zona de conforto, a sair da minha realidade para poder encontrar e encarar outras realidades, estas que até então não saberia como lidar. Jesus me chamou e eu disse o meu sim, mas não o disse apenas para evangelizar, mas também para ser evangelizado, não apenas para ser sinal de Cristo mas também para aprender a ver Cristo em um irmão necessitado, em um irmão carente, em um irmão em situação de rua.

Em umas das visitas, um Senhor chamado Barbosa me disse: “Vocês não vieram evangelizar, vieram parar uma guerra com a arma mais poderosa que é a Bíblia que está nas mãos de vocês”. E com isso pude entender que estamos tentando parar uma guerra, tentando mostrar a todos o quão bom é viver a loucura do Evangelho. Em cada testemunho, desabafo e partilha pude perceber que Deus usa das menores coisas para fazer coisas e graças grandiosas.

Tenho certeza que esta missão dará muitos frutos na vida das pessoas, assim como deu e está dando na minha. Agradeço a Deus pelas amizades feitas e pela nova família missionária constituída. E peço que ele possa me levar aonde os homens necessitem!

Vinícius Mello, coordenador da missão JUM (Jovens Unidos com Maria), da Paróquia São José Operário (Amparo/SP)

 

Foi a melhor semana da minha vida. Posso afirmar que foi mais intensa que a própria JMJ, pois eu não estava ali somente para participar, mas eu estava ali para me doar para as pessoas. Ali descobri vários carismas diferentes dentro da Igreja e a riqueza de cada carisma para a juventude. A torre de Babel separou os jovens em diferentes línguas, Atos 2 e Pentecostes uniu novamente povos de diferentes lugares, todos se entendiam. Assim, dentro do carismo da minha comunidade, sou chamado a sempre ser o mediador de povos, de jeitos diferentes de ser, e lá pude vivenciar muito bem isso.

As paróquias por onde passei, o amor dos padres pela Eucaristia, a forma de participação do povo na santa missa me chamaram a atenção; pude ver uma Igreja viva e atuante na Diocese de Mogi das Cruzes. E as pessoas que visitamos, nosso fundador diz que para sermos santos primeiro precisamos aprender a ser gente, e elas me ensinaram a ser gente nessa semana. 

No primeiro dia, o seminarista Carlos, da Diocese de Barretos, fez uma pergunta: “Acreditamos que Jesus está presente na Eucaristia, mas será que realmente o enxergamos?” E isso me tocou profundamente. Durante toda essa semana missionária, a medida que enxergava as pessoas, passei a enxergá-lo na Eucaristia. Essa é uma experiência que livro nenhum poderia me dar.

Eu fui para falar do amor de Deus e a cada casa eu recebia o amor de Deus. Eu só tenho a agradecer a toda a organização, que nos proporcionou tudo isso. Cada família, paróquia e padres levarei no coração. E quero participar mais vezes de semanas missionárias como essa, bem como trazer toda essa vivência e experiência para minha diocese. Agradeço de coração mais uma vez; Deus abençoe muito a cada padre e todo o povo de Deus da Diocese de Mogi das Cruzes.

Felipe Bartolomeu de Souza, membro da Comunidade Católica de vida e aliança Missão Athos2 (Pedreira/SP)

 

Estar em missão é ser cristão em plenitude. A Semana Missionária contribuiu para que estivéssemos “em saída”, como nos pede o Papa Francisco, sendo Igreja nas tantas periferias, sendo estas locais ou existenciais. A linda e amorosa acolhida na Diocese de Mogi das Cruzes e a mistura de tantos carismas possibilitaram que pudéssemos mergulhar em águas mais profundas, saíssemos do comodismo e nos enchêssemos do Espírito Santo, deixar de ser “jovens-sofás”, como o Papa Francisco fala, para sermos jovens em missão, em busca do irmão a exemplo de Maria, missionária primeira quando parte em visita à prima Isabel.

Agradeço a Deus pela alegria e privilégio de ser mensageiro do Seu amor e rezo para que todos nós transbordemos este amor vivenciado na semana missionária em nossas dioceses, paróquias e comunidades. A alegria do cristão é ser portador de Jesus Cristo para os irmãos, sendo instrumentos da vontade de Deus em permanente missão.

Adilson Jorge, coordenador diocesano da Pastoral da Comunicação, Paróquia São Sebastião (Amparo/SP)

 

Nesta semana missionária, pude ter a experiência de que estar em missão não é apenas estar a serviço do outro, mas também de nós mesmos. É ter prontidão para falar mas ainda mais para escutar, é estar disposto a um abraço amigo e um olhar sincero, é preciso lembrar que o sorriso é fortalecedor e o que cura a alma são os pequenos gestos que colocamos a prova. A fé precisa ser irradiada para que as nossas almas sempre estejam dispostas a levar um pouco mais de amor ao próximo e poder estar aberta ao que o nosso próximo nos tem a oferecer.

Nesta semana, pude ver o que muitos dizem sobre ver Cristo no rosto do meu irmão, sim, eu vi Cristo no meu irmão e com certeza essa foi uma das melhores sensações que pude viver na missão. 

Esta, sem dúvidas, foi a melhor semana da minha vida, onde fortaleci a minha fé através daqueles que não possuem muitos bens materiais, mas possuem uma fé que nos renova e nos faz crer que sim, quem abandona os irmãos não é de Deus.

Hoje, sinto-me grata pelas pessoas que conheci na missão, pela família que construímos e pela certeza de que cada um de nós saímos enriquecidos de amor, sabedoria, esperança e muita fé de que sim, a juventude tem o rosto de Cristo estampado em si.

Amanda Mandato Anacleto, 20 anos, catequista de Crisma, Paróquia São Benedito (Itapira/SP) 

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