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No pobre, tocar a carne do Cristo Sofredor

Publicado em 17/11/2017       Nenhum comentário

Uma estátua chama a atenção no Vaticano. A obra traz um homem deitado em um banco, com uma coberta, apenas os pés aparecem e são neles que compreendemos a essência da escultura em ta­ma­nho real. Em seus pés, as chagas. Sim, é um Jesus men­digo, sem teto, que dorme sobre o luar em um banco de praça. Obviamente, como a arte sempre faz, gerou discursos prós e contras. Papa Francisco a abençoou, gostou do significado que traz, afinal, não devemos ver Cristo em todos os irmãos? Por que seria di­ferente com os irmãos em situação de rua, os aban­donados, os sem tetos, os que vivem nas fronteiras geográficas e existenciais?

Neste dia 19 de novembro, a Igreja celebra o primeiro Dia Mundial dos Pobres, proclamado na carta apostólica “Misericordia et Misera”. Papa Francisco diz que “a luz do Jubileu das Pessoas Soci­almente Excluídas, enquanto em todas as catedrais e santuários do mundo se fechavam as Portas Santas da Misericórdia, intuí que, como último sinal con­creto deste Ano Santo extraor­dinário, se deva ce­le­brar em toda a Igreja (…) o Dia Mundial dos Pobres. Será a mais digna preparação para viver a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, o qual se identificou com os pequenos e os pobres. (…) Com este dia, constituirá também uma genuína forma de nova evangelização, com a qual renovará o rosto da Igreja em sua perene ação de conversão pastoral para ser testemunha da misericórdia”. (MM, 21)

É interessante relembrarmos como surgiu a ideia desse dia especial. Em 13 de novembro de 2016, como parte das atividades do Jubileu da Mise­ricórdia, Papa Francisco celebrou a Eucaristia com diversos irmãos tidos como “excluídos”. Ao final da homilia, de forma improvisada como lhe é de costume, olhou para todos e disse algo que brotou em seu coração, como um desabafo, um desejo: “Queria que este fosse o Dia dos Pobres!”.

Em sua mensagem para o dia – “Não amemos com palavras, mas com obras” -, Papa Francisco nos exorta que este dia seja um “forte apelo à nossa consciência crente, para ficarmos cada vez mais convictos de que partilhar com os pobres permite-nos compreender o Evangelho na sua verdade mais profunda. Os pobres não são um problema: são um recurso de que lançar mão para acolher e viver a essência do Evangelho”.

Com oração mas também com gestos concretos, obras, precisamos dar resposta às desigualdades do mundo e a opção pelos pobres não pode cair em um discurso apenas politizado mas, primeiramente, deve ser cristão. É fácil dar uma moeda quando guardamos o restante delas conosco. É fácil oferecer um prato de comida quando temos a despensa cheia. Nosso testemunho necessita ir além dessas im­por­tantes mas paliativas ações.

Como na estátua no Vaticano, só poderemos responder ao apelo do Papa Francisco e, conse­quentemente de toda a Igreja, quando reconhe­cermos Cristo em todos os irmãos, em especial nos mais necessitados, não se escandalizar com o Jesus Mendigo e sem teto, não ver o sofrimento e desviar os olhos, mas sermos bons samaritanos. É isso que Jesus nos ensina e espera de nós.

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